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Como Escolher um Advogado de Confiança: Sinais de Profissionalismo

Equipe Conecta Brasil Legal · 26/06/2026
Como Escolher um Advogado de Confiança: Sinais de Profissionalismo

Escolher um advogado vai além de indicações: envolve verificar registro na OAB, transparência sobre honorários, especialização e ética profissional.

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Por que a escolha importa tanto

Contratar um advogado é decidir em quem confiar a defesa do seu patrimônio, da sua família ou da sua liberdade. A decisão merece o mesmo cuidado dedicado à escolha de um médico ou de um arquiteto. Não há fórmula única, mas existem critérios objetivos que ajudam.

1. Verifique o registro na OAB

Todo advogado em exercício deve estar regularmente inscrito na seccional da OAB. A verificação é gratuita, pública e pode ser feita pelo site da OAB (cna.oab.org.br) com o nome completo ou número de inscrição.

Atenção a:

  • Inscrição ativa.
  • Seccional compatível com o local de atuação principal.
  • Ausência de processos éticos com punição.

Profissionais sem inscrição não podem assinar petições nem representar partes em juízo.

2. Procure especialização compatível com o caso

O Direito é amplo. Quem domina família dificilmente é a melhor escolha para tributário; quem atua em criminal dificilmente conduz com profundidade um processo previdenciário. Pergunte:

  • Em quais áreas atua principalmente?
  • Quantos casos semelhantes ao seu já conduziu?
  • Tem pós-graduação, mestrado ou cursos na área?

Especialização não é luxo — é eficiência.

3. Exija contrato escrito de honorários

O Código de Ética da OAB (Resolução 02/2015) e o Estatuto da Advocacia (Lei 8.906/1994) preveem o contrato como direito do cliente. O contrato deve detalhar:

  • Objeto da contratação (qual processo, qual conduta).
  • Honorários contratuais e forma de pagamento.
  • Sucumbência e ônus de despesas.
  • Hipóteses de rescisão.
  • Sigilo profissional.

Acordo verbal funciona em filme — não na vida real.

4. Transparência sobre prazos e expectativas

Bons advogados:

  • Explicam probabilidade de êxito sem prometer resultado (a OAB proíbe promessa de vitória, art. 41 do Código de Ética).
  • Esclarecem prazos médios de cada fase processual.
  • Distinguem o que depende deles e o que depende do Judiciário.
  • Comunicam-se em linguagem acessível.

Quem promete vitória rápida e certa, ou usa "jurisdiquês" para impressionar, costuma estar mais preocupado com o fechamento do contrato do que com o resultado.

5. Sinais de alerta

  • Cobrança fora da tabela local da OAB sem justificativa.
  • Pagamento em conta de terceiro ou em conta pessoal do advogado, sem nota fiscal.
  • Captação ativa (mensagens não solicitadas, propostas em hospitais, fóruns, redes sociais com promessa de indenização).
  • Recusa em fornecer contrato.
  • Ausência de atendimento e atrasos sistemáticos de retorno.
  • Desencorajamento a uma segunda opinião.

Captação indevida é infração ética (art. 5º do Código de Ética).

6. Avaliações, reputação e indicações

  • Pesquise pelo nome do profissional e do escritório.
  • Verifique avaliações em plataformas idôneas.
  • Indicações de amigos ajudam, mas devem ser combinadas com a verificação técnica.

7. Honorários: como funcionam

  • Honorários fixos: valor combinado pela contratação.
  • Êxito: percentual sobre o resultado obtido (geralmente 20% a 30%).
  • Por hora: usual em consultoria preventiva.
  • Sucumbência: paga pela parte perdedora ao advogado da vencedora (art. 85 do CPC).

Honorários abaixo da tabela da OAB local podem indicar serviço de qualidade duvidosa. Honorários muito acima, sem complexidade que justifique, exigem explicação.

8. Sigilo e confidencialidade

O sigilo profissional é direito do cliente e dever do advogado (art. 7º da Lei 8.906/94). Sua história financeira, familiar, médica ou empresarial deve permanecer protegida.

9. Plataforma com curadoria

Em plataformas sérias como a Conecta Brasil Legal, os advogados parceiros passam por verificação da OAB, análise documental e gestão de avaliações dos clientes. Esse filtro reduz riscos e oferece transparência.

Conclusão

Bom advogado se reconhece menos pela autopromoção e mais pela clareza, ética e atenção ao caso. Reserve tempo na escolha: o profissional certo evita custos altíssimos no longo prazo. O barato pode ser o caro disfarçado.